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O Pará obteve o segundo maior crescimento da nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015 e, com o resultado, subiu quatro posições no ranking nacional em comparação com os dados do levantamento de 2013. Os resultados da avaliação foram divulgados nesta quinta-feira (8), pelo Ministério da Educação (MEC), em Brasília.

Enquanto em 2013 o Pará ocupava a 26ª colocação no Ideb, em 2015 o Estado subiu para o 22º lugar, passando de 2,7 para 3,0 no ensino médio, à frente de Estados como Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte e Sergipe. Se considerada a evolução, isto é, a diferença entre a nota obtida em 2013 e 2015, o Pará, com acréscimo de 0,3 na nota, registrou resultado igual ou melhor que Unidades da Federação como Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

A evolução nos resultados, como observa a secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage, ocorreu em todos os níveis – dos anos iniciais e finais do ensino fundamental ao ensino médio –, e o Estado do Pará já atingiu a meta nacional proposta para os anos iniciais do ensino fundamental. Em relação aos demais segmentos, aproxima-se do objetivo.

“Estamos comemorando porque avançamos, o que é sinal de que estamos no caminho certo, pois fomos o segundo Estado que mais cresceu no ensino médio, apesar de 2015 ter sido um ano atípico na educação no Pará. Enfrentamos 73 dias de greve, mas tivemos uma nota maior em relação ao Ideb anterior. Isso se deve ao esforço coletivo de professores e técnicos e, especialmente, à dedicação dos nossos alunos, que abraçaram nossos projetos se preparando para a Prova Brasil. Esse resultado é uma grande vitória da sociedade paraense”, diz a secretária.

Pacto pela Educação já mostra resultados

Lançado em 2013, ano em que o Pará registrou nota 2,7 no Ideb, o Pacto pela Educação já começa a colher resultados. “Aliás, houve especial evolução nos desempenhos dos Municípios-Piloto do Pacto pela Educação”, afirma Ana Claudia Hage. Um exemplo é o município de Ulianópolis, no sudeste paraense, que obteve destaque como o município de melhor desempenho estadual, com nota 5,9 nas séries iniciais e 4,6 nas séries finais do ensino fundamental.

É necessário dar especial destaque, diz a secretária, para o desempenho dos anos iniciais do ensino fundamental. “Com nota 4,2 nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º), o Pará superou a meta projetada para 2015, que era de 4,1 para a rede estadual de ensino. Foi melhor, com Ideb de 4,5 e meta 4,1 em 2015”, explica a secretária. Nas séries finais (6º ao 9º ano) houve crescimento de 0,2 com índice de 3,2.

“Os desempenhos apresentados são um indicativo seguro de que a educação do Estado do Pará está no rumo certo. É importante destacar que a melhora nos resultados deu-se em relação a todos os itens que compõem o Ideb: proficiência em língua portuguesa, matemática e também em relação ao fluxo”, afirma Ana Cláudia Hage.

Ainda segundo a secretária, é preciso enfatizar o papel da sociedade que, fundada no engajamento da família, dos alunos e da comunidade escolar, é fundamental para a efetivação do processo de mudança e de melhoria da qualidade da escola pública. A secretária enaltece também o papel dos professores na obtenção dos resultados positivos da educação no Estado, dando destaque para aqueles que sustentaram as atividades letivas mesmo durante o período de greve.

“Temos muito o que avançar, mas é evidente que, no contexto de evolução dos resultados da educação no Estado do Pará, os programas e as ações desenvolvidas pela Secretaria de Educação que, isoladamente ou em parceria com outros órgãos públicos, influenciaram de forma positiva o desempenho dos alunos, ressaltando-se o Pro Paz Enem, os simulados nas escolas, o projeto Aprender Mais, as parcerias público-privadas, que lograram êxito na oferta de reforço escolar para os alunos da rede estadual de ensino, dentre outras”, destaca Ana Cláudia Hage.

Por Kátia Aguiar | Ascom/Seduc

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